Eu cavei uma cova rasa
Bem no meio do meu peito
Que se consumiu em brasa
Por amor que não tem jeito
Coloquei por sobre a cova
Uma pá cheia de cal
Se um amor não se renova
Sua falência é fatal
E pra finalizar o ato
Uma lápide coloquei
Escrevi um ultimato:
Nunca mais te amarei
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Borboletas
Borboletas presas sucumbem!
Borboletas têm vida curta,
por isso vivem intensamente,
como se cada vôo fosse o último
e pousam de flor em flor
para sugar o néctar
que as mantém vivas.
Coloridas,majestosas
desfilam toda sua beleza
enquanto,de flor em flor
aproveitam-se do que há
de melhor em cada uma
oferecendo-lhes carícias
momentâneas.
Borboletas prezam a liberdade
presas, sucumbem...
Então,voe!
Alcance flores distintas.
E quando voltar para este jardim
pode ser que esta flor ainda viva.
Então você poderá sugar novamente
o néctar que o fará sentir-se mais vivo
pronto a alçar novos vôos e visitar outros jardins....
Borboletas têm vida curta,
por isso vivem intensamente,
como se cada vôo fosse o último
e pousam de flor em flor
para sugar o néctar
que as mantém vivas.
Coloridas,majestosas
desfilam toda sua beleza
enquanto,de flor em flor
aproveitam-se do que há
de melhor em cada uma
oferecendo-lhes carícias
momentâneas.
Borboletas prezam a liberdade
presas, sucumbem...
Então,voe!
Alcance flores distintas.
E quando voltar para este jardim
pode ser que esta flor ainda viva.
Então você poderá sugar novamente
o néctar que o fará sentir-se mais vivo
pronto a alçar novos vôos e visitar outros jardins....
Incalto
Ó incalto vivente
advirto-te: atentai
às palavras proferidas
para que não abras feridas
pisando em sentimento alheio.
Exijo respeito!
Lembra-te: a palavra volta
entrará por tua porta
e fará morada em teu peito!
advirto-te: atentai
às palavras proferidas
para que não abras feridas
pisando em sentimento alheio.
Exijo respeito!
Lembra-te: a palavra volta
entrará por tua porta
e fará morada em teu peito!
Segredo
Quando o amor vier
me esconderei atrás da porta
de lá, só sairei morta
carregada no caixão
Quando o amor vier
sussurarei no teu ouvido
meu segredo mais contido
permanecendo aqui no chão
Quando o amor vier
esconderei a identidade
e pedirei por caridade
esqueça meu nome:solidão!
me esconderei atrás da porta
de lá, só sairei morta
carregada no caixão
Quando o amor vier
sussurarei no teu ouvido
meu segredo mais contido
permanecendo aqui no chão
Quando o amor vier
esconderei a identidade
e pedirei por caridade
esqueça meu nome:solidão!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
FICO SÓ
Fico só
a observar as horas passarem:
elas se arrastam como um velho
cansado de caminhar
As paredes vazias
me fazem lembrar do passado
E viajo de volta
Revivo as tolas aventuras
que me fizeram aprender
a conviver com a solidão
e esse vazio imenso
me coloca diante de mime envergo-me
Quero fugir mas para onde
se as portas eu fechei
e joguei a chave ao acaso?
Só me resta voltar a observar
o velho cansado a carregar as horas
sozinha...
a observar as horas passarem:
elas se arrastam como um velho
cansado de caminhar
As paredes vazias
me fazem lembrar do passado
E viajo de volta
Revivo as tolas aventuras
que me fizeram aprender
a conviver com a solidão
e esse vazio imenso
me coloca diante de mime envergo-me
Quero fugir mas para onde
se as portas eu fechei
e joguei a chave ao acaso?
Só me resta voltar a observar
o velho cansado a carregar as horas
sozinha...
PADECER
Quero padecer aos teus pés
como a redimir-me dos pecados meus
que tanto ,tanto te fizeram desesperar...
Olha-me...minha vida está-se esvaindo...
Por apenas um fio apega-se ao corpo
aguardando tua palavra de perdão...
Não deixe-me padecer em vão!
como a redimir-me dos pecados meus
que tanto ,tanto te fizeram desesperar...
Olha-me...minha vida está-se esvaindo...
Por apenas um fio apega-se ao corpo
aguardando tua palavra de perdão...
Não deixe-me padecer em vão!
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