Dispo-me de pudores
despeço-me dos amores
que só me levaram ao chão
Livro-me das amarras
desato nós, abandono farras
que só me levaram a degradação
(...)
Liberta então e de culpa despida
encontro em teu colo, sonhada guarida
para derramar minha verdadeira emoção
Pulsa meu peito, compulsivamente
teu olhar mais grave e de repente
acontece o incêndio, uma explosão
Corpos enlaçados, em nós displicentes
extasiando desejos contidos, carentes
completos, enfim, numa grande exautão
Sentindo-me assim, tão completa e tua
totalmente entregue, corpo e alma nua
encontro enfim, completa satistação!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
CONFESSIONÁRIO LITERÁRIO (acróstico)
C onfesso neste momento
O único pecado confessável
N ão sou poeta!
F aço rabiscos com a pena
E stilhaçando seu bico
S ó isso...
S e poeta fosse eu
I nventaria mil amore
sO u sofreria tantas dores
N ão pertencentes a mim
A h...não sou poeta!
R epresa minha transborda
I ndo de encontro ao papel
O rvalhado por mim...
L ogro factual
I nvestida reprovável
T entativa de enganar
E passar-me por artista
R éles reprodutor de mim...
A punição imputada
R ígidamente; eu aguardo
I mploro somente, não me rasgue
O rabisco que ainda irei fazer...
O único pecado confessável
N ão sou poeta!
F aço rabiscos com a pena
E stilhaçando seu bico
S ó isso...
S e poeta fosse eu
I nventaria mil amore
sO u sofreria tantas dores
N ão pertencentes a mim
A h...não sou poeta!
R epresa minha transborda
I ndo de encontro ao papel
O rvalhado por mim...
L ogro factual
I nvestida reprovável
T entativa de enganar
E passar-me por artista
R éles reprodutor de mim...
A punição imputada
R ígidamente; eu aguardo
I mploro somente, não me rasgue
O rabisco que ainda irei fazer...
Alma Noturna - Dueto
Surge com a noite uma inquietude;
fervilhando na mente e na alma,
palavras soltas no olhar...
Borbotam pensamentos fulgidos
ora tensos, oras brandos que me fazem levitar.
No breu ardente dessa madrugada fria,
posso voar entre as paredes desse céu...
Delirante, minha alma flutua
a procura da visão perfeita
desejante desse mel.
Longe...
Lá, onde as nuvens se debruçam
e a paz é canção em voz de criança,
minha alma, outrora aflita, agora
noturna, chora pérolas negras de pura poesia
e se inflama nas chamas dessa madrugada fria.
E finda, declarando e declamando aos quatro cantos;
Berrando e derramando mil encantos
na escrita sublimada...
Revelando a poesia!
Lena Ferreira & Lucas de Oliveira
fervilhando na mente e na alma,
palavras soltas no olhar...
Borbotam pensamentos fulgidos
ora tensos, oras brandos que me fazem levitar.
No breu ardente dessa madrugada fria,
posso voar entre as paredes desse céu...
Delirante, minha alma flutua
a procura da visão perfeita
desejante desse mel.
Longe...
Lá, onde as nuvens se debruçam
e a paz é canção em voz de criança,
minha alma, outrora aflita, agora
noturna, chora pérolas negras de pura poesia
e se inflama nas chamas dessa madrugada fria.
E finda, declarando e declamando aos quatro cantos;
Berrando e derramando mil encantos
na escrita sublimada...
Revelando a poesia!
Lena Ferreira & Lucas de Oliveira
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Gotas de Delírio- Dueto
Nossas noites de plenos desejos
São como um mel em minha boca
Adoça meus impudicos almejos
Em frenesi, entrega-se como louca
São delírios corpóreos, em gotas
Derramadas, molhando lençóis
Desfazendo as roupas tão rotas
enfeitando-nos qual mil girassóis
Ah! Como perco-me em tuas curvas, tua tez
Num emaranhado de beijos umidecidos
E nossos corações se abraçam enlouquecidos
Num momento lascivo de extrema avidez
Pudera estarmos assim, eternamente, agora,
deleitando-nos nesse frenisi compassado e lindo
Que nos fazem dois amantes, cúmplices e rindo
Embriagados do sabor de nosso néctar, que aflora!
Sérgio Murilo & Lena Ferreira
São como um mel em minha boca
Adoça meus impudicos almejos
Em frenesi, entrega-se como louca
São delírios corpóreos, em gotas
Derramadas, molhando lençóis
Desfazendo as roupas tão rotas
enfeitando-nos qual mil girassóis
Ah! Como perco-me em tuas curvas, tua tez
Num emaranhado de beijos umidecidos
E nossos corações se abraçam enlouquecidos
Num momento lascivo de extrema avidez
Pudera estarmos assim, eternamente, agora,
deleitando-nos nesse frenisi compassado e lindo
Que nos fazem dois amantes, cúmplices e rindo
Embriagados do sabor de nosso néctar, que aflora!
Sérgio Murilo & Lena Ferreira
Eu, Poeta!
O ser que em mim habita
transborda mil sentimentos
e nesse transbordamento
minh'alma põe-se aflita
E essa aflição tão plena
desfaz-se em um segundo
percorro, vou lá no fundo
de novo, faço-me serena
E como um sopro, brisa leve
minha mão, num instante,breve
conduz, serenamente a pena
Sentindo-me, assim, tão plena
razão tão forte,que me completa
revela-se diante de mim: eu, poeta!
transborda mil sentimentos
e nesse transbordamento
minh'alma põe-se aflita
E essa aflição tão plena
desfaz-se em um segundo
percorro, vou lá no fundo
de novo, faço-me serena
E como um sopro, brisa leve
minha mão, num instante,breve
conduz, serenamente a pena
Sentindo-me, assim, tão plena
razão tão forte,que me completa
revela-se diante de mim: eu, poeta!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Um vento
Nego a estagnação
abominável, de sensações
privadas; sufocantes
Invento um sopro
do nada,
o ambiente a renov(ar)
Toma então volume
circula
levanta
folhas secas;
de tudo:
revolve
envolve
absorve
absolve
resolve
devolve
Um vento
(in) vento
abominável, de sensações
privadas; sufocantes
Invento um sopro
do nada,
o ambiente a renov(ar)
Toma então volume
circula
levanta
folhas secas;
de tudo:
revolve
envolve
absorve
absolve
resolve
devolve
Um vento
(in) vento
Completude
Nada mais que a eternidade
quero-te aqui, ao meu lado!
Loucura a minha ou vaidade?
Ainda avalio, com cuidado...
Não nego a beleza da cena
por debaixo da imensa lua
alma agitada, se asserena
mesmo vestida sinto-me nua...
Dispo-me assim, complacente
sob o crivo do teu olhar, forte
de maneira muito reticente
conduz a minh'alma ao norte
E é ao encontrarmos esse pólo
que nosso amor se completa
intimamente, expostos ao solo
esvaem-se em prazer, dois poetas!
quero-te aqui, ao meu lado!
Loucura a minha ou vaidade?
Ainda avalio, com cuidado...
Não nego a beleza da cena
por debaixo da imensa lua
alma agitada, se asserena
mesmo vestida sinto-me nua...
Dispo-me assim, complacente
sob o crivo do teu olhar, forte
de maneira muito reticente
conduz a minh'alma ao norte
E é ao encontrarmos esse pólo
que nosso amor se completa
intimamente, expostos ao solo
esvaem-se em prazer, dois poetas!
Assinar:
Postagens (Atom)
